Sexta-feira, 1 de Fevereiro de 2008

Uma conclusão sobre o trabalho realizado

   Podemos constatar, que em Portugal, ainda se verifica uma escassez em material didáctico para crianças portadoras de deficiência visual. Na maior parte das situações em que aparece uma criança com esta deficiência, os professores ficam como que, de mãos e pés atados, sem saber como agir, para por estes alunos em actividade.

  No entanto, nós, com este trabalho, quisemos fazer uma pequena demonstração de como se pode trabalhar com esta população. Para tal, apenas basta um pouco de criatividade. E como pudemos verificar, também não foram necessárias grandes despesas para a realização destes materiais.

    Porém, ficámos a conhecer melhor o tipo de estratégias usadas pelos deficientes visuais, no sentido de poderem concretizar o seu próprio processo de aprendizagem.
    Foi um trabalho prático que gostamos de elaborar, pois permitiu-nos compreender como estes percepcionam o mundo das imagens. E com isto, concluímos que, todos os nossos sentidos poderão ser de certa forma substituídos na ausência de outros, neste caso, a visão pode ser substituída pelo tacto, olfacto e audição.


3º ano Ciências da Educação - Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra

publicado por simple às 22:14
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Elaboração dos materiais


   Começámos por construir o equipamento para fazer desenhos em relevo.

   Todavia arranjamos um pedaço de esponja, que  vai servir de suporte para efectuar o desenho, no sentido de tornar saliente a picotagem que será o desenho.

   Em seguida  passamos para a construção dos moldes, que foi feita com cartão revestido de cartolina preta, de modo  que estes ficassem duros para facilitar o contorno.

No fim deste material estar pronto, para se poder desenhar em relevo basta colocar uma folha lisa tipo papel cavalinho em cima da esponja, depois o molde, e com a punção é só picotar em volta do molde.







Quanto ao livro que fizemos, escreveu-se em Braille a história dos Três Porquinhos, depois colamos pedaços da história em folhas de cartolina cor-de-rosa, onde foram feitas também as colagens dos desenhos da mesma, colagens essas que foram feitas com diferentes texturas e até algumas com material real, como por exemplo, os pedacinhos de tijolo e  de madeira.

 

 





No que diz respeito ao caderno de apontamentos para amblíopes, foi extremamente fácil. Bastou, com um bloco A4 de  folha lisa;  retirar-lhe a capa dura para fazer os recortes das linhas, que são aqueles buracos compridos, mesmo em forma de uma linha, que será o espaço  para os amblíopes escreverem, ou seja, eles vão escrever dentro desses buracos, de forma a que as palavras fiquem direitas.

 

Depois, o mapa de Portugal Continental foi feito com duas folhas de cartolina, uma preta e outra cor-de-laranja. Escolhemos estas duas cores,  porque, para além de serem as cores  representantes do nosso curso,  são também  duas cores contrastantes, o que facilita os amblíopes. Todavia o fundo era preto e o mapa, em si era cor-de-laranja.  Porém, o desenho do mapa foi decalcado, depois fez-se o molde  do  mapa e colou-se na cartolina preta. Em seguida fizeram-se os relevos do mapa através da picotagem na esponja. Neste caso os relevos que ficaram marcados foram os principais distritos de Portugal, que também ficaram escritos a Braille nuns pequenos papeis brancos que colamos dentro de cada distrito  ao qual lhes correspondia.

 



 

 




Finalmente, após termos o material concluído, colocámo-lo numa caixa, que é a  chamada “Caixinha dos Sentidos”, de modo a termos o equipamento arrumado.








publicado por simple às 21:43
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Terça-feira, 15 de Janeiro de 2008

Material a elaborar

Pretendemos com este trabalho, elaborar material especifico para crianças do 1ºciclo do Ensino Básico, portadoras de deficiência visual.

 

Material a ser criado:

 

 - Desenho em relevo;

 

 - Mapa de Portugal Continental em relevo;

 

 - Livro de história infantil em relevo;

 

 - Bloco de apontamentos para ambliopes;

 

 

Material necessário para elaboração:

 

 - esponja;

 - papel grosso;

 - cartolina;

 - papelão;

 - cola;

 - punção;

 - papel para forrar;

 - bloco A4 liso;

 - plástico;

 - marcadores de cheiro;

 . papel vegetal;

 - tesoura;

 - máquina de Braille;

 - Livro de história infantil

 

publicado por simple às 16:39
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Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2008

Produção do material didáctico

No âmbito da unidade curricular, Concepção e Produção de Materiais Educacionais, iremos realizar, na parte prática, alguns materiais didácticos para crianças com deficiência visual.


Objectivo Geral


 - Dar a conhecer os métodos de trabalho dos deficientes visuais

 

Objectivos Específicos


1. Ajudar a formar imagens concretas através do tacto;

2. Melhorar a integração da aprendizam;

3. Sugerir ideias no âmbito de materiais educacionais para as crianças, do futuro, com deficiência visual;

4. Promover acessibilidade na acção educativa;

5. Desenvolver capacidades através dos outros sentidos;

6. Sensibilizar as dificuldades sentidas por esta população

 



publicado por simple às 17:51
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Representações em relevo

     As representações em relevo abrange a escrita, desenho, e distinção de texturas, de modo a proporcionar à criança cega uma noção de como é a imagem, relativamente ao desenho, e facilitar a compreensão da leitura (Braille).

     O desenho em relevo é feito numa folha de papel de maior gramagem, a fim de tornar saliente a figura, e de modo a apagar a mesma. Porém este desenho é feito em cima de uma esponja, caso contrário não seria possível fazer a saliência. E para fazer estes mesmos desenhos teremos que ter os moldes (cartão duro) das figuras que pretendemos elaborar . A criança pode pintar estes desenhos em relevo usando uns marcadores cheirosos, em que cada cor é representada por um cheiro. Sendo assim, tornar-se-á mais fácil para ela ajustar a cor de acordo com a imagem.

A escrita em relevo, ou o Sistema Braille, é um código de pontos que substitui a escrita normal.


 

 

publicado por simple às 17:32
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O desenvolvimento táctil

     O sentido do tacto começa com a atenção prestada a texturas, temperaturas, superfícies maleáveis e diferentes consistências. Pelo movimento das mãos, as crianças cegas percepcionam texturas, a presença de materiais, e as inconsistências das substâncias. Através do movimento das mãos, as crianças cegas podem também aprender os contornos, tamanhos e pesos. Essas informações são recebidas sucessivamente, passando dos movimentos manuais grossos à exploração mais detalhada dos objectos. As crianças cegas aprendem a explorar objectos pela linha mediana do corpo, assim como a usar ambas as mãos ao explorá-los. Através do tacto as crianças conheçem várias texturas, que devem ser contrastantes. Inicialmente essas saliências, mole e duro, macio e áspero; devem ser apresentadas nas suas gradações para ajudar as crianças cegas a serem mais hábeis na diferenciação de texturas. Pelo aperfeiçoamento gradual das técnicas de percepção, as crianças cegas podem aprender os tamanhos e pesos relativos dos objectos. À medida que se vão adaptando, poderá tornar-se mais fácil decifrarem as texturas mais minuciosas. Dessa forma, as crianças podem aprender os conceitos de pesado e leve, ou grande e pequeno, e em seguida aprender os diferentes graus dessas comparações.


 

(artigo, Desenvolvimento tátil e suas implicações na educação de crianças cegas, Harold C. Grifin e Paul J. Gerber)

 
publicado por simple às 16:56
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Metodologias de trabalho

       A maior parte dos métodos e técnicas educacionais para as crianças com deficiência visual surgiram através de professores e das suas pesquisas de trabalho sobre interacções práticas com crianças especiais.

      Os vários especialistas passaram a sua sabedoria e métodos de ensino para os professores mais jovens, e deste modo desenvolveu-se um corpo de práticas aceitáveis.

GALLAGHER, James, J. Educação da Criança Excepcional, 2ªedição Brasileira, Martins Fontes

 

      A aprendizagem escolar do deficiente visual deve contar com a aplicação de estratégias/técnicas especificas que contribuam para a estimulação visual, orientação e mobilidade, aquisição de capacidades para actividades da vida diária, para a leitura, escrita e cálculo, com materiais específicos e adaptados. Ampliação de imagem visual e letras, recurso a auxiliares ópticos e informáticos (ampliação para ambliopes e software de voz para cegos), iluminação, contraste de cores, representações e escrita em relevo (Braille), são alguns dos instrumentos usados por deficientes visuais.

     Dentro destes instrumentos, as representações em relevo são geralmente utilizadas pelos cegos, enquanto que os restantes pelos amblíopes .

publicado por simple às 15:52
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A aprendizagem do deficiente visual

      Quando nasce uma criança com défices visuais, ou quando esta perde a visão posteriormente, influências dela própria e do meio ambiente começam a moldar o seu desenvolvimento . É durante a infância/adolescência que o individuo estabelece padrões de desenvolvimento , atitudes, sentimentos, hábitos que o acompanham ao longo da vida. Neste sentido a sociedade tem uma grande responsabilidade pela integridade desses mesmos padrões. A cegueira não significa ausência ou imperfeição de um único sentido, apenas muda e reorganiza literalmente a vida mental do individuo, pois ela traz um caminho cheio de obstáculos .

      Não é possível tratar de uma criança cega como se ela tivesse o mesmo potencial perceptivo da criança que vê, pois a organização perceptiva no normovisual é obtida através de todos os sentidos, ou contrário do deficiente visual onde ela é obtida através dos sentidos restantes.

      A visão é o sentido que dá mais informação ao ser humano, só ela dá detalhes que nenhum outro sentido pode fornecer. Relações de posição, tamanho e forma são mais perceptíveis pela criança normovisual , o que não acontece na criança cega , à qual falta a objectividade que a visão dá.

      Sem a visão inúmeros detalhes não são percebidos, e a percepção da forma, assim como a extensão, só será obtida pelo desenvolvimento motor. É importante que seja normal este desenvolvimento, pois nenhuma criança é capaz de perceber o tamanho e reconhecer a verdadeira forma de um objecto através do movimento de dedos insuficientemente controlados sem coordenação. Visto que o objecto tocado é o único que a criança cega conhece, ela deve ter acesso a objectos tácteis, de forma a manusear e explorá-los.

 

Identificação da criança com deficiência visual

 

Os sistemas escolares dispõem de uma grande variedade de métodos para detectar crianças deficientes visuais. Em algumas escolas, as crianças são encaminhadas a um oftalmologista ou a um optometrista quando há suspeita de problemas visuais. Em outras escolas avaliam regularmente os jovens para determinar os que podem ter dificuldades de visão. As crianças que não passam no processo de avaliação escolar são encaminhadas para uma determinação mais abrangente.

O instrumento escolar padrão é a escala de Snellen , ou Escala Optométrica, que consiste em fileiras de letras de tamanho decrescente que as crianças devem ler a uma distância de vinte pés. Esta escala é então utilizada para fazer um diagnóstico da condição visual.

GALLAGHER , James , J. Educação da Criança Excepcional, 2ªedição Brasileira, Martins Fontes

 

 

 

publicado por simple às 14:48
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O Deficiente visual

     A criança com défice visual é entendida como aquela que sofre de uma alteração permanente nos olhos ou nas vias de condução do impulso visual. Isto causa uma diminuição da capacidade de visão que constitui um obstáculo para o seu desenvolvimento normal, necessitando por isso de uma atenção particular para as suas necessidades especiais.

    

Os deficientes visuais podem dividir-se em duas categorias:

Amblíopes - têm baixa visão, mas que lhes permite usar a escrita/leitura normal (escrita a negro), e obter uma melhor orientação e mobilidade no dia-a-dia , visto que ainda não necessitam do uso da bengala.


Cegos ou Invisuais - não têm nenhum resíduo visual, mas tendo-o, orientam-se através da luz e das sombras. Estes para se poderem locomover já necessitam do apoio de uma bengala ou cão-guia.


(Necessidades Educativas Especiais / coord. Rafael Bautista, 2ªed Lisboa; Dinalivro, 1997, pág , 317)

publicado por simple às 11:27
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Quinta-feira, 10 de Janeiro de 2008

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publicado por simple às 21:24
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Terça-feira, 8 de Janeiro de 2008

A Visão


“A existência de um défice sensorial da visão, independentemente da sua natureza, constitui por si só uma “barreira à aprendizagem”, exigindo, por isso, um esforço concertado por parte dos professores e educadores, pais e demais agentes significativos...”

 

Fernanda Ladeira (Compreender a Baixa Visão, pág. 11)

publicado por simple às 13:33
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